Possível retorno de Kim Soo-hyun movimenta fãs, e Disney+ se posiciona

Há sinais de que Kim Soo-hyun pode estar se preparando para retomar suas atividades públicas após um período de afastamento motivado por controvérsias envolvendo sua vida pessoal. As discussões sobre o lançamento de “Knock-Off”, série original do Disney+ que está suspensa há quase um ano, foram retomadas recentemente, alimentando especulações sobre um possível retorno do ator aos holofotes.
O advogado de Kim, Kho Sang-rock, compartilhou em 28 de fevereiro uma reportagem informando que a plataforma estaria reavaliando o cronograma de estreia de “Knock-Off” como parte de uma reorganização da programação para o primeiro semestre de 2026. “A notícia provavelmente é verdadeira”, afirmou, em tom cauteloso. A declaração veio após matéria do The Fair News apontar que o Disney+ estaria coordenando o lançamento da primeira parte da temporada dentro de sua reformulação de conteúdo.
A produção foi adiada indefinidamente depois que surgiram alegações, no ano passado, de que Kim teria mantido um relacionamento com a falecida atriz Kim Sae-ron enquanto ela ainda era menor de idade. A equipe do ator negou as acusações, sustentando que o relacionamento teria começado apenas quando ambos já eram maiores, e Kim realizou uma coletiva de imprensa em março de 2025 para tratar do assunto. Ainda assim, o Disney+ optou por suspender a estreia para evitar riscos à reputação.
Analistas da indústria avaliam que a reconsideração do projeto pode refletir uma decisão pragmática, já que, apesar das controvérsias, Kim mantém uma base global de fãs significativa. Além disso, o cancelamento de uma produção estimada em 60 bilhões de won (cerca de US$ 41 milhões) representaria um grande prejuízo financeiro para a plataforma.
Ao comentar a retomada das discussões, Kho declarou que “nenhuma foto ou documento comprova qualquer relacionamento entre Kim Soo-hyun e Kim Sae-ron quando ambos eram menores”, acrescentando que a investigação em curso deve confirmar essa posição. Ele também mencionou acusações de que o canal no YouTube Garosero Institute teria fabricado provas e disseminado informações falsas. Segundo ele, caso uma investigação minuciosa comprove condutas criminosas graves por parte dos responsáveis, o risco reputacional para a Disney seria oficialmente resolvido, eliminando os motivos para manter “Knock-Off” suspensa. “Pessoalmente, espero que os espectadores possam assisti-lo no primeiro semestre deste ano”, afirmou.
Estrelada por Kim e Cho Bo-ah, “Knock-Off” é um drama de alto orçamento que retrata a ascensão de um homem que se torna o “rei dos mercados de falsificações” durante a crise financeira asiática na Coreia do Sul, no fim da década de 1990. Inicialmente prevista para abril de 2025, a estreia foi adiada um mês antes do lançamento devido ao escândalo.
Procurada pelo The Korea Times, a Walt Disney Company Korea declarou que não há novidades além da posição anterior de que a série permanece suspensa, reiterando o mesmo posicionamento adotado desde o ano passado.
Enquanto crescem as especulações sobre o possível retorno do ator, o público segue dividido. Alguns defendem que cancelar uma produção inteira por questões pessoais de um integrante do elenco seria excessivo, já que centenas de profissionais trabalharam no projeto. Outros argumentam que, quando a fama gera altos lucros, a responsabilidade deve ser proporcional, e que produtores que se beneficiam da influência de uma estrela também precisam assumir os riscos quando sua imagem se torna controversa.
O debate se insere em uma discussão mais ampla na era do streaming. O recente lançamento de “Battle of Fates”, também do Disney+, estrelado pela comediante Park Na-rae, reacendeu questionamentos sobre como plataformas digitais lidam com artistas envolvidos em polêmicas. Na série, os segmentos apresentados por Park foram exibidos integralmente, diferentemente da edição cautelosa comum na TV aberta, decisão que gerou novas críticas e renovou os pedidos por critérios mais claros da indústria em relação à reputação e à ética no conteúdo.
Fonte: The Korea Times










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